sexta-feira, 8 de junho de 2012

Presente ou ausente

E agora, o que eu dou? Quanto eu gasto? Onde eu escondo?



Uma época eu era bastante ligada nessas convenções de dar presentes em determinados dias... É um presente no dia do aniversário, um na páscoa, um no natal, um no dia tal e outro no dia tal.

Até que tentava fazer certinho, mas quando a distância entra na vida da gente, como eu faço pra comprar um presente especial pra uma pessoa que eu amo e entregar no dia certo (e sem dar o abraço que deveria acompanhar o presente)?

Então eu desencanei. Agora eu acho que a gente tem que dar um presente que seja “o presente certo”. Aquele presente que você tem certeza que a pessoa vai gostar, que é a cara dela, que ela precisa ou que ela quer ou sei lá.

Isso começou quando resolvemos organizar um grupo de presentes aqui na empresa... Eramos em praticamente 50 pessoas e o pequeno grupo da organização tinha que comprar um presente com um determinado valor, e o escolhido foi 100 reais. Depois percebemos que é muito difícil você comprar um presente de 100 reais. Um que agrade de verdade e que a pessoa não se sinta lesada. No final das contas (do ciclo) cada um pagava o seu presente...

Mesmo assim eu percebi que é muito melhor você se esforçar e entregar um presente atrasado pra agradar a pessoa que vai receber do que comprar qualquer coisa de ultima hora, vulgo “presente coringa”. Ah, se é mulher vamos dar uma bijuteria ou uma blusa e se for homem vamos dar uma camisa de time de futebol. Blééé, errado!

Assim, um belo dia, do nada, eu resolvi fazer um presente especial pra dar pra minha mãe... A gente já tinha dado blusa, livro, TV, cama... Não tinha mais o que a gente dar pra equiparar com os últimos presentes, então eu preferi dar uma coisa especial. Comprei uns tecidos, um álbum de fotografias e personalizei, com todo o amor que eu tinha. Dei com a maior satisfação do universo, pois por mais que não era um carro nem uma jóia cara, era uma coisa especial, que ela sabia que eu tinha dedicado horas do meu tempo pensando em agradá-la. Se deu certo não posso dizer (quem pode dizer é ela, mas também é provável que ela diga que gostou, kkkkk, então não precisa dizer nada!), mas que eu dei um presente muito mais confortável do que se eu estivesse dando um brinco de ouro, com certeza foi.

Pras minhas amigas eu resolvi fazer uma nécessaire. Comprei os tecidos coloridinhos, a espuminha pra ficar mais grosso, a cola e tudo o que precisava e costurei bem fofo. Coloquei dentro, pra uma sugestão de uso, uma calcinha e uns absorventes. Achei que era um presente lindo e útil, e feito com muito carinho. Eu penso que isso é muito mais legal do que se eu tivesse, de ultima hora e por obrigação, passado numa loja e comprado uma correntinha com pingente pra elas, ou uma toalha de banho...

Claro, não quero dizer que ganhar correntinha com pingente ou toalha de banho não seja legal... É claro que é... Eu mesma uma vez comprei duas pulseiras quase iguais, uma pra mim e outra pra minha mãe e dei a dela com o coração transbordando de mel... E outra vez pedi pra bordar um “eu te amo” em uma toalha pequena de rosto e entreguei pro meu pai...

O que eu quero dizer é que não precisamos nos apegar tanto assim às datas... Acho que é melhor você dar presentes em dias aleatórios, mas presentes com carinho, com dedicação.

Você pode ter pensado e pensado e resolvido que o que eu mais gostaria de ganhar é uma presilha de cabelo, mas então é ótimo, pois se eu ganhar a presilha e gostar como você achava que eu ia gostar, esse será um dia em que eu ficarei realmente MUITO feliz!

O valor do presente é outra coisa que eu não me atenho muito... Você pode me dar um presente de 200 reais e eu te dar um de 5, mas se nós gostarmos igualmente, acho que está tudo bem... Não é como em um amigo oculto, onde você se sente lesado... É uma troca de presentes, e ela não precisa ser obrigatória e/ou de um determinado valor pra fazer efeito ou ter sentido!

Um dos presentes que eu ganhei e nunca vou esquecer foi um que a minha amiga Sharon me deu... Era um imã de geladeira com uma canetinha pra anotar a lista de compras... Eu amei aquilo, sofri até dizer chega quando a canetinha sumiu, e eu me lembro daquilo com carinho até hoje... Eu não sei se ela se importou com o valor, se foi caro ou barato... Simplesmente ela acertou em cheio uma coisa que eu adorei. Outro presente memorável, que faz meus olhos brilhar toda vez, é um sapato que eu ganhei aqui do pessoal da equipe no meu aniversário passado. Me pegaram de surpresa e acertaram em cheio. E não posso deixar de comentar de um brinquinho que minha mãe me deu, simplesmente era do modelo exato que eu queria. Lindo, pequeno, básico e prático (na verdade quem me deu foi meu pai, mas quem comprou foi ela, rsrsrs).

Outra vantagem em não se ligar muito em datas é que você não precisa esconder os presentes... Nessa páscoa eu percebi que meu namorado queria um ovo de chocolate daqueles redondos... Antes que ele se mexesse e comprasse um, comprei e dei. Peguei ele de surpresa e ele adorou, lógico. No domingo de páscoa ele não ganhou nada, mas eu já tinha conseguido deixar ele feliz, e tenho a certeza que foi mais legal ter pego ele de surpresa do que ter dado um ovo de páscoa “qualquer” no dia certo ou então um ovo que ele já tinha experimentado...

Presentes são legais, é claro... Todo mundo gosta (ou não) de ganhar e dar (ou não). Mas chega uma hora que não tem mais o que dar! Ou também, se você não se importar, você pode dar um vinho pro teu pai todo ano, ou dar um ursinho pra namorada em todas e quaisquer datas comemorativas... Ou um buquê de flores, ou então uma camisa social pro chefe... Enfim, dê a mesma coisa se quiser, não é uma regra que as pessoas são mais felizes dando presentes legais do que dando “quaisquer” (depende do ponto de vista de cada um) presentes. Só estou dizendo que pra mim funcionou como uma luva. Prefiro atrasar ou dar um presente em um “dia normal”, mas agradar!

O que fazer com o animal de estimação dos outros

Esses dias uma pessoa reclamou no facebook que mataram o animal de estimação do irmão, e que isso estava se repetindo nas redondezas... Disse que não consegue entender o que passa na cabeça de uma pessoa que tem a capacidade de dar veneno para os animais de estimação dos outros...

O post em si não é pra, exatamente, responder ao questionamento, pois obviamente eu não sei o que passou pela cabeça de quem deu veneno pros animais lá, mas como eu não gosto muito de animais de estimação em geral e não estou dentro do caso (posso ter uma opinião fria a respeito), pensei no assunto e resolvi jogar a moeda do outro lado.

Veja bem: eu moro de aluguel e o meu vizinho tem um cachorro extremamente irritante. Acoa até pelos cotovelos e faz um escarcéu, não importa o horário ou o dia da semana e enfim, ele (me) incomoda o dia inteiro... Eu não matei e nem vou matar o cachorro dele, pois isso não faz parte do meu perfil e provavelmente eu ficaria com isso me atormentando pela eternidade, MAS devo confessar que eu odeio aquele cachorro e queria que ele sumisse do mapa, se mudando dali ou tanto faz.

Se eu, um belo dia, chegar pro meu vizinho (que eu nunca vi a fuça, inclusive) e pedir pra ele dar um jeito de o cachorro dele calar a boquinha, o que ele vai fazer? Primeiro que dificilmente as pessoas são bem educadas nessas situações de stress, então é fácil que ele não fosse receptivo à minha critica ao bicho de estimação dele. Se ele fosse e entendesse a minha situação, ele poderia fazer o que? Ele poderia fazer uma reforma na casa dele, jogando a casa pra trás e colocando o canil na frente (coisa que só resolveria o meu problema, mas arrumaria problema pros outros vizinhos e talvez até pro dono do cachorro, pois o quarto, acredito eu, é na frente da casa), ele também poderia levar o animal numa veterinária pra fazer aquela operação que arranca fora a língua dos animais pra eles não fazerem mais barulho (pelo menos, a muitos anos atrás, eu tinha ouvido falar dessa operação, mas teve um bafafá tão grande que nem sei se ainda fazem. E outra: esse cachorro não faz “barulho” só por acoar... Ele brinca muito com alguma coisa muito barulhenta) ou então ele se mudaria.

Simplesmente não consigo ver muitas outras alternativas, e duvido muito que meu vizinho tomasse alguma atitude... Provavelmente eu teria que me mudar pra me livrar desse cachorro em questão, mas aí na próxima vizinhança eu poderia encontrar um cachorro ainda pior, ou vizinhos ainda piores, e enfim, nem sempre se mudar resolve os nossos problemas.

Só que aí eu tenho uma vantagem por morar de aluguel, então ainda que não resolva meu problema, eu posso me mudar. Mas e quem mora na casa própria, faz o que? Se mudar por causa do bichinho de estimação do vizinho é muito mais complicado e provavelmente dá bem mais dor de cabeça do que comprar veneno e jogar por cima do muro!

Blééé, eu sou contra matar animais de estimação, sendo seu ou sendo dos outros, mas eu sou muito contra o teu animal de estimação me incomodar! Se é você que está me incomodando eu converso com você e posso obter sucesso (ou então eu chamo a policia), mas quando estamos falando de bichos a situação complica!

Sendo assim, uma das prováveis coisas que passam pela cabeça de quem mata o animal de estimação dos outros é que o bicho é muito irritante e que não adiantaria conversar com o dono... Aí você ficará indignado pensando que era pra ter falado com você primeiro, mas antes de acontecer uma coisa super grave as pessoas não pensam muito nas conseqüências... Correm demais até sofrer um acidente, bebem demais até ter cirrose, fumam demais até o câncer no pulmão, comem demais até entupir as veias e deixam os cachorros de estimação fazerem barulho à vontade até que alguém dá veneno (pro teu bicho, pois quando a pimenta está nos olhos dos outros, não arde no nosso).

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Palavrão

Nossa, é por isso que quase nunca tem atualização no blog... Eu penso nas coisas e fico enrolando tanto... Aí sempre deixo pra escrever depois, e esse depois não chega, pois eu esqueço os assuntos...
Hoje aconteceu a mesma coisa, eu pensei em escrever o texto e até fui no Google procurar apoio, e depois esqueci de escrever o texto...
Eu fui procurar a definição de babaca, porque é o primeiro pensamento que eu tenho sobre o assunto que falarei mais aí pra baixo... Aí eu queria ter certeza que eu pensei certo.
Pra explicar essa parte sublinhada, eu me obrigo a fugir do assunto pra falar de outra coisa, que eu faria um outro post, mas como imagino que não tem muito conteúdo, escrevo aqui mesmo...
Uma amiga outro dia veio se queixar que queria deixar de falar tantos palavrões. Na minha opinião, os palavrões são como que drogas, pois eles viciam a gente. É você começar a chamar os amigos heteros de “viadinhos” e logo o seu xingamento padrão é “viadinho”, e você fala isso pra todo mundo, o namorado, o pai, o patrão... É você começar a xingar as coisas de “merda” que aí tudo vira merda. Diabo é outra palavra que gruda como se fosse fita silver tape... Caralho, porra, bosta, demônio e todas as variações de palavras medíocres e de baixo calão... Todas elas, é você começar a usar que parece que todos os outros sinônimos fogem da sua cabeça que nem manifestação quando a polícia joga bomba de efeito moral... Quando você começa a chamar as “coisas” de “coisas”, tudo vira “coisa”, lápis é “me empresta essa coisa”, o prédio que você quer que alguém olhe é “aquela coisa azul ali” e assim por diante, é tudo coisa. E aí quando você vai apresentar um TCC como você faz pra lembrar dos outros nomes, os nomes reais? Não lembra né, pois não está acostumado a usar e as drogas dos palavrões já limparam as palavras da sua memória... Acabaram de me lembrar de uma: “caralhada”. Muita gente (inclusive “gente grande”), usa a expressão “caralhada de serviço”, ao invés de dizer que está muito atarefado, ou que tem muitas tarefas... Tem uma caralhada de tarefas.
Isso é muito sério! Você tem que ser culto, nem que seja para a sociedade. Você precisa ser educado quando faz entrevista de emprego, quando fala com seus colegas de trabalho (ainda mais se forem seus superiores), quando faz compras (uma vez eu perguntei ao dono de uma lanchonete o nome da “bodega” e ele ficou muito ofendido!) e enfim, deveríamos ser sempre, pra falar bem a verdade...
O empecilho são as drogas. Usou uma vez e viciou, é assim, como o crack (não usei crack, mas dizem que é assim).

Continuando: por isso que fui procurar o significado de babaca. Estou tentando me limpar das drogas, mas ainda muitas palavras me fogem... Se eu tivesse pensado “fdp’s” aí eu não precisaria buscar significado, pois essa palavra aí não necessita significado, é como as drogas químicas, você não precisa saber o que, como e por quê, só precisa consumir (que assunto redundante, credo!).
Pois então, eis que eu, ao levantar da minha mesa neste dia agradável de trabalho percebo uma boa parte dos meus colegas do sexo masculino olhando pra uma direção, todos eles olhando muito atentos para a mesma direção... Se não tem tela de TV pra eles estarem assistindo jogo de futebol (pensamentinho generalizado hein?!), então o que é que eles olhavam com tanto interesse? Mulheres (será preconceito novamente?). E aí que eu pensei comigo mesma: “BABACAS”. Meu Deus, como isso me irrita. Eu simplesmente detesto homens neste estágio de “cio”, quando eles ficam babando pelas mulheres novas no pedaço, sabem?
Não, eu não estou com inveja :P (antes que alguém me venha com essa retrucada besta), e sim, eu posso estar com falta do que fazer pra ficar pensando nessas coisas, mas enfim, me deixem falar.
Eu detesto quando você está numa roda de amigos e todos os do sexo masculino param de prestar atenção em você pra prestar atenção nas nádegas em movimento de alguma pessoa do sexo feminino que está passando... Isso me tira tanto do sério que eu até esqueço de ser simpática nessas horas... Toda aquela psicologia de livrinho de auto-ajuda que diz que se eles estão prestando atenção em outra coisa você tem que falar algo super inteligente e interessante pra que eles voltarem a prestar atenção em você, foge com a rapidez de um raio.
Eu detesto perceber quando os homens olham pra bunda das mulheres na rua e não, não é simplesmente deixar de perceber... Me dizer pra deixar de perceber as coisas é como dizer pra alguém parar de cheirar, ou de ver, de ouvir... É uma coisa natural minha, pois eu sou observadora, e não vou passar a ser uma alienada pra não perceber mais quando os homens olham, ou comentam.
Eu acho uma tremenda falta de respeito e consideração, e pra mim são babacas sim, me desculpem (pronto, falei).
Aliás (lembrei agora), uma coisa que eu falei pro meu namorado foi que quando a gente se conheceu, se ele tivesse ficado olhando pro meu decote, ele teria sido cortado automaticamente da lista de possibilidades. Isso é falta de educação, praticamente... Você tem que conversar com a pessoa, e não com a parte externa das glândulas mamárias dela!
E tem outra coisa que rebato já, antes de virem com esse comentário: não é que eu me importe tanto assim, não é que isso mude minha vida e que eu fique o tempo inteiro pensando nisso e vá ter crises de stress por causa desse assunto, mas sim, invariavelmente quando eu me vejo numa situação dessas, eu penso dessa mesma forma. Aliás, quando eu escuto alguém falando mal de mulheres só porque elas são gordinhas eu tenho tanta raiva quanto. Aliás, me dá realmente uma vontade louca de retrucar ou de cair na pancadaria mesmo.
“Inclusivemente”, outra coisa que eu tenho percebido que me deixa um tanto nervosa são aqueles caras que fingiam que eu era invisível quando estava obesa e que agora viram o pescoço pra me olhar... GRR, passou aquela fase de “TOMA ESSA AGORA SEU RETARDADO” (ou então, como diria a poeta Kelly, baba baby baba), agora eu quero mais é que me deixem em paz, mas hoje mesmo percebi um olhando pro meu zíper, e isso me deixou muito revoltada, aff.
Tá, era só isso mesmo. Eu não gosto de ver, mas vejo e, quando vejo, acho que são idiotas. Paciência pra quem não gostar que eu seja assim.

A gota d’água, a hora de chutar o balde

Quando é o momento certo de jogar as mãos para o céu e mudar as coisas na nossa vida?
Ontem eu estava indo embora e, ao passar por duas mulheres, ouvi uma delas falando que “aquilo pra mim foi a gota d’água”. Na hora pensei que provavelmente ela tenha pedido demissão (haha foi a primeira coisa que veio na cabeça). Enfim, seja o que quer que tenha acontecido pra ela, eu fiquei pensando muito nessa história de “não aguentar mais” uma determinada situação.
Acho que eu tenho sérias dificuldades com isso, pois a minha paciência parece ser eterna. Eu perdôo fácil, relevo muito, sou simpática com quem não merecia, sou forte e agüento desaforo de quem for...
Um exemplo clássico foi quando eu entrei pro sistema de estágio da CPMB, que eu não gostei MESMO. Chorei e esperneei, mas comecei trabalhar. Depois disso ainda eu passei por várias situações onde eu acabava questionando minha inteligência e o por que de ainda estar naquele “inferno”. Não era o que eu gostava e definitivamente não tinha nascido praquilo. Mas por que eu não saí de lá e fui fazer outra coisa então? Sei lá. As vezes a gente leva chute na bunda pra aprender fazer as coisas direito, aprender a conviver em sociedade, a trabalhar em equipe, a se comportar “de acordo” em um ambiente. Eu penso assim. Engoli um monte de sapo até que acostumei com o que fazia, aprendi a trabalhar com as pessoas de quem não gostava e acabei gostando do que faço. Hoje mesmo eu penso que não conseguiria trabalhar em outra coisa, inclusive como costureira, coisa que eu amo fazer. Eu não consigo me ver costurando o dia inteiro. Nem desenhando peças de roupa, nem fazendo almoço em restaurante, nem sei lá o que. Gosto do que faço, me empolgo, sou muito feliz aqui e está excelente assim por enquanto.
Mas eu conheço várias pessoas que tem opinião diferente... Na segunda ou terceira pontada de pé, teriam se levantado e pedido pra sair. Teriam agüentado o período de “frenesi do após” e teriam seguido com suas vidas.
Afinal, quando é o momento de você pedir demissão de um emprego? A hora de você dar um basta em uma amizade “improdutiva” ou terminar um relacionamento amoroso? O tempo certo pra você desistir da faculdade?
Muitas questões pra poucas respostas (pelo menos das que me vêem a cabeça).
Eu posso contar nos dedos quantas amizades botei no armário, que foi uma. Quantas vezes cansei de ser mal atendida, que foi uma (aquela que reclamei no site e eles tiraram o quiosque do shopping, hahaha). E desisti de uma faculdade, mas nem foi pela gota d’água, foi porque resolvi começar outra. E teve alguns livros que desisti de ler também, mas isso nem conta.
Não sei, mas pra mim é extremamente mais fácil você dobrar as situações com simpatia do que armar um barraco. Armar barraco pode até dar certo, mas com que cara você vai voltar naquele lugar, se for preciso? Eu acho muito mais fácil você fazer a maior cara de anjo possível do universo e retrucar com a maior educação que seus pais lhe deram... Raríssimas pessoas não desabam com esse ataque sofisticado.
Claro, tem situações que é difícil segurar o salto, eu sei disso... Não sou assim um amorzinho de pessoa, e muitas vezes sou grossa na mesma medida, ou até mais. Mas eu bem sei que a outra abordagem funciona melhor.
Esses dias aconteceu um episódio relativamente desagradável no meu namoro... Na hora eu fiquei quieta e depois contei pro segundo envolvido que do que eu não tinha gostado... Mas pras pessoas que eu desabafei, a maioria esmagadora disse que teria feito uma gritaria na hora mesmo, e que não teria deixado barato não.
Acho que tem gente que não sabe mirar bem o descontentamento... Sei lá, tipo:
“amor, vou na sua casa hoje” “ok”... e depois “amor, não vou mais na sua casa hoje” “como assim, quem você pensa que eu sou? Ta me fazendo de idiota? Eu não sou trouxa não, vou arrumar outra!”. Que idiota isso, não é? Um segundo “ok” seria muito melhor e depois, na hora da calmaria, você conta pra outra pessoa que não gosta quando marcam as coisas e desmarcam em cima da hora...
Mas enfim, será que eu não sou muito drástica ao agüentar tudo? Será que se eu tivesse chutado o pau da barraca na época em que odiava o que fazia eu estaria melhor hoje?
Pois aí eu teria desistido da faculdade também, e teria desistido de morar em Pato Branco, e teria desistido de estudar no colégio, e teria desistido de morar em São Paulo e enfim, são tantas coisas que a gente pode desistir se não quiser agüentar o tranco... Aliás, eu poderia ter me matado, pois ser obesa me deixava realmente muito deprê. E eu poderia também estar presa por matar os vizinhos, ou os cachorros dos vizinhos, pois eu odeio o barulho que eles fazem (claro, eu poderia ter chamado a polícia também, mas e aí?).
Acho que a hora de você mudar é a hora em que a situação está te prejudicando muito... Quando você está entrando em depressão, ficando doente, tendo crises de stress e essas coisas... Nada além disso. Tá tristinho? Mas por quê? Faz essa pergunta a si mesmo e resolve o problema... Vai no psicólogo, começa se arrumar melhor, resolva emagrecer, se resolva com seus colegas de trabalho, aprenda melhor sobre o que faz, estude mais... São tantas coisas a fazer pra melhorar, e é tão simples, é só jogar a preguiça fora (claro, isso não é fácil, mas que é simples, é!).

Ai que rolo

Eu contei da folia que está o reembolso da psicóloga? Não, pois nem eu quero pensar muito nisso.
Mas então vamos lá.
Agora eu reembolso fisioterapia e psicologia. Na primeira vez que solicitei o reembolso da fisio, mandei nota de um determinado valor e supus que me reembolsariam o mesmo valor ou menos (dãr, óbvio). Porém veio um reembolso muito estranho, pois veio a mais. Fiquei louquinha, pois não queria “lucrar” com o reembolso, então até desabafei com a psicóloga que eu falaria pra fisioterapeuta que ela ganharia a mais e depois falei pra própria que eu achava que ela teria um aumento (rsrsrs).
Só que realmente é muito estranho um reembolso maior do que o que a gente pede. Isso não acontece, é impossível! Então procurei me informar de por que cargas d’água eu tinha recebido aquele valor estranho e então fiquei sabendo DA notícia e, aliás, a conta não bate, mas vamos lá. Quando eu me informei de qual o procedimento para reembolso de psicologia, me enviaram uma lista de itens para os quais o plano reembolsava 12 sessões e outros itens que eram 40 sessões, mas pras duas eu precisava de encaminhamento de um médico com CRM, o que é muito fácil, pois a maioria dos médicos que fui apóiam totalmente o tratamento.
Foi o que fiz. A psicóloga me enquadrou em um caso de 40 sessões e peguei o encaminhamento com o gastro. Fiz várias sessões até que, um belo dia, enviei o recibo habitual de 4 sessões e eles reembolsaram somente uma (por isso que o valor do reembolso foi estranho... Na verdade eles reembolsaram um valor x menor do que a nota de fisioterapia e somente uma sessão de psicologia). Ao questionar, a atendente informou que para o reembolso das demais sessões (a partir da 12ª, mais especificamente) eu teria que ter um encaminhamento de psiquiatra, pois o encaminhamento de um médico “qualquer” não servia. Muito bonito hein?! Por que não me avisaram disso no início? Paciência.
Marquei a consulta com o psiquiatra bem certinho em um dia que não pude ir e agora tenho consulta marcada pra amanhã (e que não vou perder). Preciso desse encaminhamento pra conseguir reembolsar dois recibos que tenho em mãos e mais aquelas três sessões que ficaram “no vácuo”. O que o psiquiatra vai colocar no relatório dele eu não faço ideia, mas vou levar o encaminhamento da psicóloga e ele deve saber o que fazer... Caso ele tenha uma opinião contrária a do meu gastro (por ex), e não me dê encaminhamento por achar que eu não preciso de terapia, aí eu estou “lascada”, pois além de não reembolsar o que já paguei, ficarei sem minhas consultas semanais, que são excelentes.
Aliás, outro dia alguma coisa me fez pensar nisso... Eu sempre achei, mas sempre mesmo, que psicólogo era desnecessário. Dinheiro jogado fora. Quando eu fui na minha psicóloga a primeira vez, eu percebi o por quê deles existirem. Eu simplesmente saio de lá com a “alma lavada”. Eu acho que penso em todas as hipóteses nos questionamentos da vida, e ela sempre me mostra caminhos mais sensatos, bem opinião de quem não tem “nada a ver com a história”. Sendo assim, eu recomendo sessões de psicologia para todos!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Laser de CO2, parte 3

Hoje estou diferente de ontem, mas a coçeira permanece...
Hoje parece que aquela areia que foi borrifada ontem começou a descolar, hehe. E eu realmente percebi porque que uma das precauções é não esfregar o rosto e nem arrancar as casquinhas com a unha...

Devo comentar que é praticamente impossível esquecer do rosto coçando... Mas eu tentei me contentar em só passar o dedo de leve nas áreas que estavam incomodando mais no momento... Às vezes as casquinhas caiam, e espero que não tenha sido eu que tenha (exatamente) provocado isso, pois o médico proibiu de tirar casquinhas... Enfim, tem que esperar.

Tentei tirar as fotos o mais de perto possível hoje pra ver as tais casquinhas:






Ainda estou passando a água termal e a pomada, mas.. sério, é que nem passar protetor solar, no início... A gente nunca lembra, hehehe...

Tomara que amanhã esteja melhor, pois amanhã vou trabalhar na empresa, e não de casa...

domingo, 27 de maio de 2012

Água termal

Eu não vou me prolongar, mas fiz um pequenino resumo pra quem for mais preguiçoso, rsrsrsrs. Quem não for, seguem os links inspiradores:
Os benefícios da água termal para a pele
Água termal borrifada no rosto é exagero justificado por minerais poderosos
A milagrosa água termal

Os títulos chamam a atenção né? Vai aqui uma lista:
- maior concentração de minerais
- limpar, hidratar e acalmar a pele após tratamentos com ácidos.
- use no lugar do primer (para suavizar e facilitar a aplicação da maquiagem), depois do make (para fixá-lo bem) e da depilação (sim, pode usar no corpo também!).
- o uso constante, além de hidratar, ajuda a manter a elasticidade e a maciez da pele
- bom para quem tem rosácea, eczemas, psoríase e queimaduras superficiais pois tem propriedades cicatrizantes.
- O ideal é usar a água termal antes do filtro solar, pela manhã, no meio do dia, antes de reaplicar o filtro, e antes de dormir.A termal pode substituir o hidratante, para quem tem pele oleosa. Na praia, o spray é usado antes das reaplicações de filtro solar.
Parece muito bom...
Eu, como comprei duas embalagens e a primeira ainda não terminou, vou continuar usando, mas acho que não comprarei mais depois... Mas se alguem se interessar, segue a dica, que pra mim foi uma novidade!