domingo, 20 de janeiro de 2013

Viva uma metamorfose

É difícil quem não conheça aquela música do Raul Seixas, “Metamorfose Ambulante”. Em resumo, pra relembrar, a letra é assim:
Eu prefiro ser / Essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo / Sobre o que é o amor / Sobre o que eu nem sei quem sou Se hoje eu sou estrela / Amanhã já se apagou / Se hoje eu te odeio / Amanhã lhe tenho amor / Lhe tenho amor / Lhe tenho horror / Lhe faço amor / Eu sou um ator É chato chegar / A um objetivo num instante Eu quero viver / Nessa metamorfose ambulante
Bom... Isso é verdade pra muita gente, inclusive pra mim. Uma vez eu não gostava de rosa, e agora tenho várias coisas rosas. Uma vez eu fumava, agora eu não suporto o cheiro. É muito bom mudar e, na minha opinião, todo mundo deveria experimentar a sensação. Tem muitas pessoas que resistem à mudança, porque “assim está bom”, mas antes de chegar à essa decisão, é importante saber se realmente está bom ou se você está tão acostumado e tão afundado na rotina que, por acaso, está acostumado com a situação. E tem muita gente que tem medo das mudanças, e por isso evita de pensar se tem alguma coisa ruim que precise ser mudada. Acho que acontecia isso comigo quando eu estava obesa... Eu não gostava, mas eu não queria me mexer... Então você fica em um estado tipo de inércia. Mas quando você acorda pra vida, você percebe o quanto é gratificante... Bom, infelizmente falando não dá pra convencer as pessoas a sair da zona de conforto, mas eu aconselho todos a tentar...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Minha casa, minha vida

Hoje durante o lanche da tarde eu estava bolando planos para pegar meus vizinhos intrometidos: - Colocar corante de comida dentro da maquina de lavar; - Colocar água sanitária (também conhecida no sul como Qboa e aqui como Candida) dentro da maquina de lavar; - grampear a extensão utilizada pra ligar a maquina de lavar pra que quando ligassem ela novamente levassem um choque; - Colocar um dispositivo eletrônico no varal pra dar choque em quem utilizasse (com roupa molhada o choque é maior). Mas a verdade é que isso tudo é muito utópico e também vocês não devem estar entendendo do que eu estou falando, especificamente. O caso é que, cada vez mais, os vizinhos do cortiço onde eu moro estão invadindo o meu espaço. O problema com a utilização da maquina de lavar eu resolvi colocando o plug dela pra dentro de casa e deixando desligado. Assim até podem mexer na maquina, mas não conseguirão usar. Levar a maquina pra dentro não é uma boa solução, pois ela é uma maquina pesada e estragaria de tanto levar pra dentro e pra fora e deixar sempre dentro de casa não é opção por não ter por onde escoar a água. Enfim, o lugar dela é fora mesmo. Outro problema é usarem meu varal. Qual o problema disso? É que o varal é meu e eu não quero que usem, simples assim. Mas também é ruim pois quando eu passo pelo “meu próprio” quintal eu tenho que ficar batendo ou desviando da roupa ou calçado dos outros. Até calcinha tem pendurada no meu varal. Lençol, toalhas e afins. Aí um dia eu me dei conta que haviam roubado o cabo do rodo. Não faço ideia de onde ENFIARAM, mas... Respirei fundo e fui perguntar se alguém, por acaso, tinha “visto” o cabo do rodo por lá. Na minha vizinha mais amada dei de cara com um tapete que minha mãe me deu e que ela, não sei por qual motivo, razão ou circunstancia, pegou emprestado sem pedir meu consentimento. Ela já tinha feito isso com vários outros panos de chão, mas aquele era um tapete bonito e não qualquer pano de chão, então eu esperei ela sair de casa, peguei o tapete de volta, lavei e guardei. Por alguma razão do meu organismo eu fico muda quando vejo essas coisas. Raras são as vezes em que consigo tomar ação na mesma hora, geralmente eu fico pasma com o desaforo e acabo ficando calada. Essa semana eu reparei que a minha vizinha (que agora está solteira e por isso “tem” que fazer muitas festas) resolveu, por algum motivo também desconhecido, usar o meu quintal pra depositar as latas de cerveja usadas. Uma pilha de latas, bem na entrada do quintal. Mais no canto do quintal ela colocou o botijão de gás e a maquina de lavar estragada, e do outro lado ela entulha toda e qualquer bugiganga (menos as TRÊS motocas da filha dela, pois estas estão atrapalhando no corredor... Assim não atrapalha só eu, mas também o vizinho que mora em cima da minha casa). O vizinho novo, aliás, não me deu problema nenhum. Inclusive foi muito simpático no primeiro dia, se apresentando como vizinho novo. Eu acho que ele tem mais ou menos o mesmo horário que eu, então ele não faz muito barulho... Fica pouco tempo por lá zanzando e depois dorme. O ruim de ter alguém morando em cima é que eu descobri que o ralo da casa dele não foi vedado, então quando ele toma banho a água cai aos montes no meu banheiro. Bom... Outro dia eu estava me queixando e me queixando (e não pela primeira vez) e o meu namorado disse que, na opinião dele, eu deveria colocar tudo o que é meu pra dentro de casa (alguém da minha família já tinha sugerido isso, na verdade). Na hora eu fiquei com raiva, pois como o quintal é meu, teoricamente quem deveria desocupá-lo era a vizinha para que eu pudesse usá-lo plenamente, e não o contrário. Fiquei com um mau humor memorável até dormir... Mas ontem quando cheguei em casa eu estava bem “animada” e resolvi fazer a limpa. Peguei tudo o que era meu e dei um jeito de caber dentro de casa (empilhei por lá). Peguei as latas da vizinha e joguei fora (a vontade era espalhar tudo pelo quintal dela, e a segunda vontade era perguntar “Ô sua vadia, ta achando que aqui é lixeiro?”, mas eu tenho medo que ela me bata e eu sou pacífica demais pra isso...). Lavei tudo por lá. Hoje vou tirar o varal e deixar só a parte que eu uso (tem uma parte que parei de usar por causa dos pombos... Eles cagam em toda a área descoberta). UFA, lavei a alma. Vocês devem pensar: por que ela não se muda??? A única casa que eu achei que eu poderia morar, mudei de ideia assim que li o contrato de locação. Depois daquela, que foi mais ou menos no inicio de agosto, eu não achei outra. As casas disponíveis são grandes e caras. Quando são pequenas não tem garagem (como essa minha... Meu carro está na rua!). Quando são pequenas e tem garagem são caras. Quando não são caras, são longe demais. Eu tenho olhado em diversos sites de imobiliárias, em mais de uma cidade, quase todos os dias, mas mesmo assim não tive sucesso ainda. Quando eu acho alguma que é mais ou menos ela já está reservada... Tenho desconfiado que eles colocam as casas no site só pra fazer lombriga na gente, mas que na verdade elas já estão reservadas desde o sempre. Eu ter dado uma trégua pro aborrecimento e colocado as coisas pra dentro não significa que eu tenha desistido de me mudar, mas por hora eu me rendi. O engraçado é que quando eu comento sobre o assunto o pessoal logo pergunta: “por que você não se casa de uma vez?”. Só me resta rir, pois existem tantas respostas que até complica escolher uma boa pra dar. Mas ontem eu ouvi uma boa: “por que você não compra um apartamento?”, seguida da seguinte observação: “tem uns aqui perto por 150 mil!). Hmm, isso me fez pensar. Eu não quero comprar apartamento ainda... Queria esperar a hora certa (e eu acho que não é agora). Quem sabe eu não mude de ideia... Se o tempo ficar mais nebuloso ali onde eu moro pode até ser que eu pense mais no assunto... Enfim, blábláblá. Só queria contar pra vocês como anda a minha vida no sentido “moratício”. As vezes eu até me pego me divertindo ao contar alguma das peripécias das minhas vizinhas... No resto está tudo dentro dos conformes e eu estou muito feliz, obrigada.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meu sotaque, seu sotaque, de todo mundo


Outro dia eu tive que desabafar sobre um assunto que me irrita ao extremo. Aí eu lembrei que costumava compartilhar com vocês também (o que não tenho feito muito ultimamente), então lá vamos nós.

Vocês bem devem saber que em todos os lugares do mundo as pessoas falam com sotaque. O meu, por exemplo, tem quase 100% de chance de ser diferente do seu. Até dentro do próprio estado existem sotaques diferentes. O Brasil é feito de uma mescla gigantesca de sotaques.

Geralmente quando você está na sua própria cidade você nem para pra analisar se as pessoas tem ou não maneiras de falar. Você conversa e pronto. Mas, em especial (segundo a minha experiência), o povo de São Paulo não acha que tem sotaque. Só eles no mundo é que falam corretamente, mesmo falando “leiti”, sendo que no dicionário encontra-se “leite”. Eles falam sem sotaque e ponto.

A diferença entre o pessoal de São Paulo e o dos outros lugares é que eles tem uma mania infernal de tratar as pessoas que tem sotaque diferente do deles como palhaços, ou algo parecido... Eu não sei se isso é só comigo ou o que, se devo ser mais grossa de vez em quando ao inves de bancar a educada e somente sorrir... Eles acham bonitinho o seu sotaque e aí começa: “aiiii fala leite quente pra genntiiii”, “aiii eu adoro quando ela diz ‘Deus do céu’”.

Gente, eu não sou um bonequinho que você aperta e ele repete a frase bonitinha. Eu não sou um palhaço pra vocês acharem muito engraçado e ficarem rindo e comentando o que eu fiz que foi tão “engraçadinho”.

Tem algumas pessoas, e eu dou Graças que tem uns assim, diferentes, que só comentam “ai como ela fala bonitinho né” e pronto, nunca mais se ouve falar do seu sotaque, mas tem gente que é só estar junto que começa a repetição de palavras e aquelas tentativas estúpidas e maçantes de imitar o teu sotaque. Aí se você manda se f0d3r, ainda vão dizer que “você ficou nervosinha” e é capaz de continuarem rindo porque você fica engraçadinha nervosa.

ARG. Isso é bulling, acho que vou começar denunciar por aí.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Engordei e estou lutando pra emagrecer novamente


Eu estou com uma coisa entalada aqui pra dizer pra vocês.

Se querem saber, eu engordei. Tá? Mas eu quero mandar um recado pras invejosas-zicadoras de plantão que não adianta botar olho gordo na minha cinturinha que eu já comecei emagrecer novamente.

Eu sabia que subiria alguns quilos antes de estabilizar, mas subi mais do que eu queria, então agora eu quero emagrecer mais do que antes, pra se eu subir novamente eu não fique na faixa que estou agora, pois ela não me satisfaz.

Eu sempre disse (depois que comecei emagrecer) que o esquema pra emagrecer é nunca desistir. Eu andei dando uma “chutada de balde” e “tocando um foda-se”, mas agora já caí na real e já estou me esforçando novamente.
Quem me ajudou dessa vez foi o meu irmão mala-sem-alça (kkkkkkk, devo confessar que foi “graças ao meu irmão”) que ficou tirando onda da minha cara porque eu “tô gorda”, porque, segundo ele, ele viu a minha barriga passando primeiro quando eu cheguei. E já aviso, de antemão, que essas coisas só funcionam entre família de primeiro grau, ok? Se vocês (que não são da família) vierem me chamando de gorda eu vou pensar que quero mais é mandar vocês “se foderem”, vou dar um sorriso e vou dizer na maior falsidade da face da terra que “OH, poisé,nem percebi dei uma engordada mesmo, seu fdp”. É assim que funciona. Às vezes a gente tem que desabafar essas coisas, sabe? Ninguém no mundo aguenta gente indiscreta calado o tempo inteiro.

Dessa vez eu ataquei com castanhas do Pará pro intestino, dizem que três por dia fazem bem.
Ontem mesmo eu passei na feira que tem perto da estação de trem de Carapicuíba e comprei muitas laranjas, banana e mamão, e vou comer com granola. Estou tomando muita água também, tanto que por hoje até enjoei já (mas vou continuar tomando pois não deu 2 litros ainda)...

O meu problema eterno é a janta. Foi basicamente isso que me fez engordar (tanto agora quanto das outras vezes). Tenho até vergonha de dizer que fiquei dias e mais dias jantando na padaria da esquina. Jantando mais especificamente pão de queijo ou salgadinhos fritos com bolo recheado, ou de prestigio ou de chocolate. Hmm que delícia, se querem saber.
Também andei comendo muita “porcaria” na lanchonete da CPMBraxis. Empadinha, porção de mini pão de queijo, bolo e sorvete.
E, além disso, bem lembrado pelo meu namorado, tenho feito muito pouco exercício. Essa uma hora de caminhada por dia ajuda, mas comendo tanta besteira, eu precisaria fazer muito mais que uma caminhadinha, coisa que não fiz. Nem andar de patins tenho andado, nem nada.

Voltando ao assunto da janta (fugi do assunto um pouco, haha): eu visitei uma nutricionista esses dias. O ÚNICO problema é que não adianta só ir na nutricionista, é preciso também seguir as regras que ela impõe, né? Pois bem, ela me disse basicamente duas coisas extremamente diferentes do que eu faço no dia-a-dia: PRECISO tomar café da manhã, comer pão e tomar alguma coisa (que pode ser chá, café, café com leite e etc), e que é pra eu jantar bife com salada.
O tal do café da manha eu, sinceramente, me desculpem (e não quero saber de xingão!), estou trocando por outras coisas. Geralmente como uma fruta, ou bolachas, mas pão é muito trash (todo mundo aqui sabe que larica que é pra eu comprar essas coisas no mercado L... Geralmente apodrece...), mas a janta, que eu ainda não comecei a praticar, eu juro que pretendo adotar... Ainda não sei como vou fazer isso sem jogar muito bife e salada fora mas, como se ficar pensando muito nisso vou acabar não fazendo, mesmo que tenha que jogar fora, eu quero e VOU fazer (é assim que se diz).

Mas quer saber por que eu xinguei as invejosas no início? Sabe quando você vai passando e a pessoa olha pra você com aquela carinha de nojo disfarçada, com jeito de quem tá pensando “ta se achando o gás da coca só por causa ‘disso ou daquilo’”? Pois então... Eu tenho percebido muita gente, em especial as mulheres (mah vah!?), me olhando com essa cara de “tomara que ela caia” mas, meus amores, vocês tem que entender que é natural do ser humano se sentir melhor depois de ter atingido um objetivo. Que seja comprar um carro, seja emagrecer, seja parar de fumar, seja beber menos, seja se vestir melhor, e OHH, me desculpem, mas eu tive força de vontade e determinação pra conseguir tudo isso. O melhor que as outras pessoas tem a fazer é olhar pra mim, perguntar como eu consegui e se eu dou uma força pra elas conseguirem também. Com isso que eu acabei de expor, quero que vocês entendam que eu não estou me achando a Angelina Jolie aqui, eu estou muito bem colocada no meu lugar, só que estou feliz e não pretendo mudar isso pras outras pessoas se sentirem melhores no mundo...
Eu sempre procuro pensar que cada um tem a sua prioridade. Até escrevi isso em um post sobre o balanço do ano passado. Eu não fiz isso ou aquilo, mas é porque naquela hora em específico eu estava com vontade de fazer outra coisa, então eu tenho é que me contentar e não ficar com inveja de quem fez o que eu não quis. Exemplificando: a MINHA prioridade foi emagrecer e fazer essas coisas que falei acima. Se a TUA prioridade foi outra, paciência. Se você tem invejinha da minha conquista, então transforme o MEU objetivo em SEU objetivo e toque a vida adiante.

Então é isso gente. Admito que engordei, até contei os motivos deliciosos que me fizeram cometer esse deslize. Mas eu estou lutando novamente, e é assim que se faz.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mudança, banheiros e amigas passadas


Então eu resolvi não me mudar mais. Por enquanto, claro.
Na outra casinha que eu achei eu teria que ser responsável por tudo o que eu não queria ser e, mesmo depois de eu ter deixado bem claro que a maioria dos itens no contrato não haviam me agradado, pois eu trabalho das 8 às 17 e não tenho tempo pra ficar indo na imobiliária direto, a mocinha pediu duas vezes pra eu ir lá esclarecer minhas dúvidas (e isso que eu não tinha dúvidas, somente fiz comentários de porque eu não queria mais alugar o imóvel). Então eu desisti de dialogar e não respondi mais.
Aqui onde eu estou deu uma melhoradinha também. O proprietário esteve por aqui e fez umas melhorias legais na casa. Agora só fica me faltando uma garagem, mas eu prometo que vou sair perguntando na vizinhança se alguém tem uma garagem pra alugar...
O Ed ofereceu que eu deixasse o carro na casa dele e que quando eu precisasse era pra ligar pra ele que ele viria me buscar... Mas isso ta “mais na cara que nariz” que não dará certo, então eu pretendo fugir dessa ideia o mais que eu puder!


Hoje eu recebi um email de uma colega pedindo pra todas reclamarem da situação lastimável dos banheiros lá de onde a gente trabalha. Ela disse que ficou horrorizada ao ir pro banheiro e ver que, das 10 ‘casinhas’ que temos naquele banheiro, uma estava entupida (umas eu não lembro mais) e outras estavam nojentas de sujas, com papéis espalhados pelo chão, sujeira e não sei mais o que... Claro que, por um lado eu concordo que o pessoal responsável pela limpeza deve se dedicar um pouco mais aos banheiros, ou que a empresa deve aumentar a quantidade de pessoas que trabalham com limpeza, mas o que me indignou foi pensar que as pessoas que sujam o banheiro e o deixam nesse estado lastimável são as mesmas bonequinhas que ficam meia hora se maquiando em frente ao espelho e mais 15 minutos se olhando pra ver se a roupa está ok e se a calcinha não está aparecendo...
Eu já escrevi um post sobre isso, mas esse assunto me assombra. Como podem conseguir fazer tanta meleca e sair rebolando? Puxa, as vezes não é só papel, é xixi por tudo quanto é lado... Como fazem pra sujar tanto o banheiro de xixi? Carambolas gente, vamos ser mais caprichosas, por favor?!


Depois de muitos anos, uma pessoa que foi minha amiga na adolescência entrou em contato comigo dizendo que só agora ela percebe o quanto eu fui boa pra ela, o quanto eu a ajudei e o quanto ela se arrepende em ter feito tanta merd@ até acabar com nossa amizade. Coincidentemente, hoje de manhã, pela primeira vez, eu resolvi ir trabalhar ouvindo música e uma delas era uma da Pitty que dizia: “não espere eu ir embora pra perceber que você me adora”, e agora de noite eu fui jantar no China in Box e, quando abro o biscoito da sorte, me deparo com uma frase dizendo que amigos entrarão em contato depois de muito tempo, ou algo nesse estilo.
Eu ainda não respondi o recado que recebi dessa pessoa. Eu não sei exatamente o que responder, porque ao mesmo tempo que não quero parecer a bruxa malvada e mandar ela pras cucuias, eu também não quero ser educada. Enfim, eu simplesmente não faço questão de uma reaproximação. Ao mesmo tempo que tenho receio de ser educada demais e dar espaço pra mais um recado, eu não quero ser muito mal educada e dar a impressão de que eu me importo tanto, e também receio não responder e ela achar que eu não li, e aí ela começar me atacar por outros lados, hahaha. No fim eu acho que vou responder a verdade simples, que eu não quero aproximação, mas por hora me divirto lendo o recado e percebendo que, cedo ou tarde, as pessoas acabam dando valor pra quem merece. Infelizmente algumas pessoas percebem o quanto precisam das outras tarde demais, mas é assim que se aprende, imagino...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Limpa a alma


Gente, como vocês já sabem, eu to fazendo um curso de corte e costura...
Sabe assim quando a gente entra em um lugar com dor de cabeça e como em um passe de mágica você fica duas horas dentro desse lugar sem dor de cabeça?
Pra mim, quando entro lá, é o paraíso... Eu esqueço de todos os problemas e me concentro em fazer uma coisa que eu adoro.
Hoje não era dia de curso, mas resolvi pegar umas peças e mexer. Peguei aquela camisa que eu fiz e coloquei mais três botões rosinhas, pra deixar ela mais fechadinha e não correr o risco de, de uma hora pra outra, abrir e me fazer “pagar mico”.
Peguei um vestido que eu tava fazendo e adiantei um monte de partes... Agora só falta terminar os detalhes, e o blazer que eu to fazendo também só tem um detalhe ou outro ainda por fazer.
Depois ainda tenho que fazer uma saia godê, que eu já sei fazer mas a profe não aceita que eu leve uma pronta, hehe, e também falta uma calça pantalona, que vem a ser uma bem no estido da que está no nosso molde. Eu até vou fazer, só pra ela anotar que fiz a peça, mas na primeira oportunidade vou cortar e deixar mais justa.
Aiai, me sinto imensamente bem em estar fazendo esse curso, nem sei o que será de mim quando ele terminar. Mas até lá eu descubro.

Consulta on-line a advogados


Semana passada eu estava estressadíssima com a situação ruim que ficou entre eu e a administradora do imóvel que estou.
Eu tinha certeza absoluta que ela daria um jeito de pegar todo o meu depósito caução pra arrumar uma infiltração no quarto causada por causa de um problema no banheiro do vizinho de cima... Até que liguei no PROCON e descobri que eu tinha é que levar uma notificação do que estava acontecendo.
Fiz uma notificação dramática, entregue na sexta, descrevendo tin-tin por tin-tin a situação em que se encontrava o banheiro e o quarto, disse que era urgente e que era motivo para rescisão contratual caso não fosse solucionado.
Como eu sabia que o proprietário estava prestes a vir pra cá pra fazer umas reformas que ele prometeu, fiquei o final de semana esperando e já que ele não veio, fiquei “no veneno” pra entregar outra notificação ou fazer qualquer coisa que pudesse dar um jeito de eu não pagar a droga da multa.
Fiquei com uma dúvida cruel: qual o tempo mínimo que deve existir entre uma notificação e outra? Bom, não conheço nenhum advogado, não achei a resposta no Google e fiquei me sentindo muito desamparada. Até que encontrei um site www.meuadvogado.com.br, e enviei a pergunta...
Estava esperando ser respondida, mas aí minha cunhada me lembrou (uma coisa extremamente óbvia, aliás) que eu poderia procurar o telefone de algum advogado daqui de perto e ligar pra ele. Num instante encontrei um escritório pelo site apontador e em questão de minutos tive minha dúvida esclarecida.
Na verdade eu entreguei a notificação com informação de menos. O “certo” (usual) de quando se entrega uma notificação, é especificar um prazo para que sua solicitação seja cumprida. Uma semana, 15 dias, 2 dias, tanto faz. Tem que ser um prazo “cumprível” pois você também não pode esquecer que a outra parte pode ter mais o que fazer do que obedecer você, rsrsrs.
Mas que, como eu não tinha colocado prazo e sim dito que era urgente, era pra esperar uma semana e retornar a ligação pra marcar um “papo”. Aí eu levaria o contrato e a notificação e ele me orientaria no que eu deveria fazer. O mais legal disso tudo é que quando eu perguntei se tinha que pagar ele disse que não, e aí eu retruquei que era ótimo, pois já tinha gente demais de olho no meu dinheiro, hahaha, que exagero...
Credo, parecia que tinha saído uma cruz das costas depois de tirar essa dúvida.
Terça feira o proprietário chegou e, como de costume, em questão de dois ou três dias já resolveu praticamente todos os problemas que tinha no condomínio, já me disse que é só eu deixar uma lata de tinta por aqui que ele mesmo pinta a parede depois que ela secar e que não precisa pintar as portas de marrom quando for sair.
Quando eu perguntei se ele me isentava da multa, pra minha surpresa, ele disse que até onde ele sabe o dinheiro da multa vai pra imobiliária (que foi a primeira coisa que aquela bru%@ me disse quando toquei no assunto e que depois ela disse outra coisa... Falei isso naquele outro post gigante que ninguém deve ter lido ainda, hahaha). Fiquei sem saber pra quem vai a droga da multa, mas também desisti desse páreo. Cansa demais brigar e lutar pelos nossos direitos, e é bem por isso mesmo que as coisas continuam a mesma droga que sempre foram, mas enfim... Do que vamos reclamar se tudo se resolver, né não? :P
Bom, o fato é que na verdade eu ainda nem sei se vou sair. A proprietária da casa nova até fez uns reparos que eu solicitei, mas nem devolveu a chave ainda pra imobiliária, ou se devolveu a imobiliária esqueceu de me avisar...
Eu cobrei, ninguém respondeu e então acho que vou esperar pra cobrar novamente semana que vem... Vaaaai que pedem pra ir assinar o contrato amanhã né, e aí eu teria que começar pagar aluguel sem poder me mudar ainda, e isso seria ruim.
Tá. Mas pra concluir eu queria dizer que recebi resposta no tal site que citei lá pra cima. A resposta foi bem séria e basicamente foi a mesma coisa que o outro advogado me respondeu por telefone. Gostei bastante e pretendo usar mais vezes. Fica a dica pra quem tem dúvidas e não sabe a quem perguntar...