terça-feira, 19 de março de 2013

Problemas com a imobiliária


Muita gente já deve ter me ouvido (ou lido) reclamar da minha ex-casa. Vizinhos intrometidos, barulhentos, mofo, brigas com a imobiliária, pombos, cachorros, cogumelos e Deus me acuda!

Como eu reclamo mesmo, muito, e pra quase todo mundo, uma vizinha do meu namorado arrumou um lugar pra eu morar, que é na frente da casa dele. Uma senhora simpática tinha um “quarto e cozinha” pra alugar e fizemos o negócio.

A mudança foi fácil... Levamos as miudezas em algumas viagens de carro e sobrou só as “grandezas” pra levar de mudança mesmo (e que, inclusive, não é muita coisa).

Agora ainda tem que arrumar muita coisa por lá... Meu quarto está uma verdadeira zona, com muitas roupas pra passar, roupa pra lavar, sacola espalhada pra tudo que é canto e por aí vai. Dentre as normalidades, temos algumas novas: agora tenho uma TV! Em todo o tempo que eu morei em Carapicuíba eu fiquei sem TV, mas agora eu resolvi comprar uma, pendurei lá na parede de frente pra cama e agora está “xuxu beleza”.

O problema é que a lei de Murphy me atacou novamente e o incômodo voltou, dessa vez protagonizado pela imobiliária. Essa história é bem longa, cheia de safadezas e inocência, mas eu não me canso de contar. Divirtam-se!

Quando eu resolvi me mudar (pra Carapicuíba), eu peguei o contrato da imobiliária e li, claro. Li e não entendi muita coisa (claro!). Então eu fui pessoalmente lá pra advogada da imobiliária me explicar. Uma das cláusulas que eu não tinha entendido era a da multa contratual: “Fica facultado ao (a) (s) LOCATÁRIO (A) (S) desocupar (em) e ao (a) (s) LOCADOR (A) (S) (ES) ou o administrador do imóvel pedir (em) a desocupação do imóvel objeto do presente contrato, desde que notifiquem com 90 (NOVENTA DIAS) de antecedência do vencimento do 12º mês da vigência deste instrumento, a rescisão do contrato de locação com a isenção do pagamento da multa contratual, não sendo possível nenhuma outra forma de isenção”.


Tirando os erros e, conforme o que a advogada me explicou, eu havia entendido claramente que isso aí somente serviria em caso de eu querer desocupar o imóvel antes do primeiro ano de contrato (que então eu teria que avisar com 90 dias de antecedência pra não pagar multa).

Não deve ser surpresa que, ano passado, quando tinha “meio que” resolvido me mudar (tem post por aí sobre isso!), ao perguntar quais os procedimentos, a administradora da imobiliária me informou que eu devia pagar multa. Foi o maior rolo, briguei muito com ela por causa disso, mas enfim, ao reler o contrato eu consigo entender que tem mesmo que pagar multa... Provavelmente eles me mentiram (na época) pra que eu não avisasse e tivesse que pagar multa depois (e eu caí direitinho, aliás, não só eu como vários outros clientes deles)...

Enfim, com essa ideia eu já estou até acostumada... Não tenho como provar o que me falaram quando assinei o contrato e o contrato me parece claro (se alguém entender melhor sobre isso e tiver uma luz, peloamordeDeus, não hesite!).

Só que agora, na hora de sair da casa e finalmente encerrar essa locação, eis que tenho mais dores de cabeça e mais stress.

No contrato diz: “O (A) (s) LOCATÁRIO (A) (S) no momento da restituição das chaves, deverá (ão) solicitar uma vistoria de saída, onde constatadas eventuais irregularidades (...) administrador do imóvel apresentará (ão) (...) um orçamento (...), sendo-lhe (s) facultado pagar (...), liberando-se assim (...) de ônus em razão de demora (...) cessando a locação unicamente com o Termo de Entrega de Chaves. Caso contrário (...) por sua própria conta e risco mão-de-obra especializada (...), cessando a locação unicamente com a aprovação da manutenção realizada junto ao Termo de Entrega de Chaves.”.

Tendo isso em mente, entreguei as chaves dia 4 de março, assinei o pedido de vistoria e fiquei esperando o resultado. Já no dia 5 a vistoria resultou em um “ok” e no dia 6 eu comecei “pentelhar” pra assinarmos logo o termo de entrega de chaves, pois não queria pagar mais nem um dia de aluguel. Esperei um bom tempo e, quando não agüentei mais, liguei pra administradora. No telefonema ela me explicou que não sabia exatamente quando me enviaria o termo, mas ao ser questionada se eu continuaria pagando o aluguel até ela enviar, ela disse que isso encerrou quando ela fez a vistoria (na verdade, pelas contas que ela me enviou, ela
está contando somente até o dia 4).

Aí eu já fiquei mais tranqüila (sim, nem dei bola pro contrato) e fiquei aguardando o tal do termo, que (em partes) chegou pra mim no dia 12/3, e com valores que eu discordo, pois ela estava me cobrando 20 dias de aluguel.

Matutei bastante e percebi aonde estava errado o cálculo (isso merece um desenho, fala sério né?!):




Meu contrato iniciou dia 13/6/11. Como a data de vencimento do aluguel ficou para todo dia 13, ela me disse que eu até poderia trocar a data para que o vencimento fosse dia 1, mas antes eu teria que pagar os dias do mês de junho, claro. Eram 18 dias e eu paguei 240 reais (o aluguel era 400), e então o próximo pagamento eu só fiz no final de julho, referente ao mês de julho - e assim por diante – até que chegou o final do mês de fevereiro, que eu paguei o valor cheio pelo mês cheio.

Até então, na minha mente, eu não devo nada pra ela, além dos dias de março e a multa, mas segundo ela, como o contrato é do dia 13, ela tem que me cobrar o aluguel considerando essa data e ponto final. Segundo ela:

1 – “O que você pagou quando entrou no imóvel foi para alteração de data de vencimento, a data do contrato permanece, e os calculos são baseados na mesma data. Alteração de data de vencimento não tem nada a ver com a data do contrato, alteramos sua data de vencimento devido a sua condição de pagamento, e por sua solicitação.”
2 – “O que você não está entendendo é que a alteração de vencimento do aluguel não siginifica que alterou sua data de contrato, se você desocupasse no final do contrato teria que me entregar o imóvel em 12/06/14, não em 01/07/14. A data do contrato não tem nada a ver com o vencimento do aluguel.”

Bom... Eu concordo absolutamente com ela, que mudei somente a data de pagamento e não a data do contrato, mas, sendo assim, somente o cálculo da multa utiliza essa fórmula, pois o pagamento do aluguel é um fato que já foi consumado - se eu paguei todos os meses, não estou devendo nada retroativo. E também não encontrei em nenhum lugar do contrato (e no Google) algo que me prove que eu tenho que pagar uma taxa pra alterar a data de vencimento.

Enfim, muito estressada eu comentei e me queixei disso com várias pessoas, até que uma delas falou algo assim: “Ana, não se estressa... Paga isso e entra com ação no pequenas causas”.

Assim, meio nervosa, fui lá no tribunal de Carapicuíba e conversei com o atendente. De diferente ele só me disse que, além do já consumado, eu também deveria lembrar de pegar um recibo do que eu pagar ao encerrar o contrato.

Outro detalhe é que, de preferência, esse documento de entrega de chaves deve sair com a data efetiva e não com a data do dia que eu assinei, pois a imobiliária mesmo informou que o contrato cessou quando foi feita a vistoria, mas se isso não for possível, eu devo descrever esse fato na ação também (para que não tentem me cobrar os dias desde o “final de contrato” informado pela imobiliária e o efetivo “final de contrato do contrato”.

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Bom... Eu achei esse texto tão bonito que nem quis mudar quando percebi que o rumo da conversa foi outro...

Eu estava preparada e tranqüila pra abrir um processo conta a imobiliária quando a “pessoa lá” me enviou a porcaria do termo de entrega de chaves.

Nele, ela fez todos os cálculos considerando o dia 13 de fevereiro mas adicionou ao valor que ela teria que me devolver (minha garantia foi depósito caução de três alugueis) os 240 pagos no inicio do contrato.

Claro, se fosse considerar que naquela época o valor do aluguel era 400 e agora é 417, dá uma diferença no cálculo. Mas também há diferença pois os 240 eram referentes a 18 dias, e agora ela estava me cobrando por 16 dias... Então, em resumo, eu quase tive um ataque a troco de nada, pois ela não me roubou (só é burra e não sabe fazer contas).

Até agora eu acho que não era o plano dela me devolver esse dinheiro... Acho que ela estava planejando me roubar mesmo, mas como eu briguei pela devolução e pedi a razão social e o CNPJ da imobiliária, ela deve ter se ligado que alguma coisa estava acontecendo...

Agora eu estou livre (até já devolveram o dinheiro) e, sinceramente, espero nunca mais cruzar com gente assim.

Escolha das lentes

Ontem eu fui no oftamologista, mais uma vez, dilatar os olhos pra verificar meu grau e pegar uma receita pra comprar lente de contato. Sorte que eu nem tinha desejado que o grau tivesse estabilizado (pra, quem sabe, fazer uma cirurgia), pois ele mudou mais uma vez. Agora está assim:
OD: -3,50 -0,75 40º 
OE: -1,75 -1,25 150º
A ultima vez que eu fui meu astigmatismo era -0,50, então nem precisei me preocupar com a lente, comprei a mesma de sempre (ultimamente, na verdade) e pronto. Dessa vez não tinha como fugir, e eu fiquei perdida na hora de escolher uma lente. Olhei no site que costumo comprar, o Elens, e não entendi bulhufas (a verdade é que não procurei com atenção). Então “me larguei” no Google, doida, atrás de algum site que explicasse de uma forma simples como faz pra comprar lentes pra quem tem miopia e astigmatismo e, apesar de na verdade ser uma informação muito simples, eu demorei bastante pra achar. Se alguém ainda não sabe (assim como eu não sabia), é só comprar uma lente tórica, pois elas corrigem tanto o astigmatismo quando miopia ou hipermetropia, e depois que eu achei essa informação, na verdade, eu percebi que era só ter tentado comprar uma lente tórica no site que eu perceberia essa mesma coisa, pois isso era informado nos comentários da lente (tsc tsc). Acabei optando por uma da Bausch Lomb, PureVision:

 

 No site tinha a SofLens também, mas pro meu caso, que gosto de usar a lente prolongadamente, a PureVision era mais indicada. O pessoal reclamou bastante no site que essa lente resseca no final do dia, mas não acredito que isso vá me afetar, pois meu olho é bastante lubrificado.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Viva uma metamorfose

É difícil quem não conheça aquela música do Raul Seixas, “Metamorfose Ambulante”. Em resumo, pra relembrar, a letra é assim:
Eu prefiro ser / Essa metamorfose ambulante / Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo / Sobre o que é o amor / Sobre o que eu nem sei quem sou Se hoje eu sou estrela / Amanhã já se apagou / Se hoje eu te odeio / Amanhã lhe tenho amor / Lhe tenho amor / Lhe tenho horror / Lhe faço amor / Eu sou um ator É chato chegar / A um objetivo num instante Eu quero viver / Nessa metamorfose ambulante
Bom... Isso é verdade pra muita gente, inclusive pra mim. Uma vez eu não gostava de rosa, e agora tenho várias coisas rosas. Uma vez eu fumava, agora eu não suporto o cheiro. É muito bom mudar e, na minha opinião, todo mundo deveria experimentar a sensação. Tem muitas pessoas que resistem à mudança, porque “assim está bom”, mas antes de chegar à essa decisão, é importante saber se realmente está bom ou se você está tão acostumado e tão afundado na rotina que, por acaso, está acostumado com a situação. E tem muita gente que tem medo das mudanças, e por isso evita de pensar se tem alguma coisa ruim que precise ser mudada. Acho que acontecia isso comigo quando eu estava obesa... Eu não gostava, mas eu não queria me mexer... Então você fica em um estado tipo de inércia. Mas quando você acorda pra vida, você percebe o quanto é gratificante... Bom, infelizmente falando não dá pra convencer as pessoas a sair da zona de conforto, mas eu aconselho todos a tentar...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Minha casa, minha vida

Hoje durante o lanche da tarde eu estava bolando planos para pegar meus vizinhos intrometidos: - Colocar corante de comida dentro da maquina de lavar; - Colocar água sanitária (também conhecida no sul como Qboa e aqui como Candida) dentro da maquina de lavar; - grampear a extensão utilizada pra ligar a maquina de lavar pra que quando ligassem ela novamente levassem um choque; - Colocar um dispositivo eletrônico no varal pra dar choque em quem utilizasse (com roupa molhada o choque é maior). Mas a verdade é que isso tudo é muito utópico e também vocês não devem estar entendendo do que eu estou falando, especificamente. O caso é que, cada vez mais, os vizinhos do cortiço onde eu moro estão invadindo o meu espaço. O problema com a utilização da maquina de lavar eu resolvi colocando o plug dela pra dentro de casa e deixando desligado. Assim até podem mexer na maquina, mas não conseguirão usar. Levar a maquina pra dentro não é uma boa solução, pois ela é uma maquina pesada e estragaria de tanto levar pra dentro e pra fora e deixar sempre dentro de casa não é opção por não ter por onde escoar a água. Enfim, o lugar dela é fora mesmo. Outro problema é usarem meu varal. Qual o problema disso? É que o varal é meu e eu não quero que usem, simples assim. Mas também é ruim pois quando eu passo pelo “meu próprio” quintal eu tenho que ficar batendo ou desviando da roupa ou calçado dos outros. Até calcinha tem pendurada no meu varal. Lençol, toalhas e afins. Aí um dia eu me dei conta que haviam roubado o cabo do rodo. Não faço ideia de onde ENFIARAM, mas... Respirei fundo e fui perguntar se alguém, por acaso, tinha “visto” o cabo do rodo por lá. Na minha vizinha mais amada dei de cara com um tapete que minha mãe me deu e que ela, não sei por qual motivo, razão ou circunstancia, pegou emprestado sem pedir meu consentimento. Ela já tinha feito isso com vários outros panos de chão, mas aquele era um tapete bonito e não qualquer pano de chão, então eu esperei ela sair de casa, peguei o tapete de volta, lavei e guardei. Por alguma razão do meu organismo eu fico muda quando vejo essas coisas. Raras são as vezes em que consigo tomar ação na mesma hora, geralmente eu fico pasma com o desaforo e acabo ficando calada. Essa semana eu reparei que a minha vizinha (que agora está solteira e por isso “tem” que fazer muitas festas) resolveu, por algum motivo também desconhecido, usar o meu quintal pra depositar as latas de cerveja usadas. Uma pilha de latas, bem na entrada do quintal. Mais no canto do quintal ela colocou o botijão de gás e a maquina de lavar estragada, e do outro lado ela entulha toda e qualquer bugiganga (menos as TRÊS motocas da filha dela, pois estas estão atrapalhando no corredor... Assim não atrapalha só eu, mas também o vizinho que mora em cima da minha casa). O vizinho novo, aliás, não me deu problema nenhum. Inclusive foi muito simpático no primeiro dia, se apresentando como vizinho novo. Eu acho que ele tem mais ou menos o mesmo horário que eu, então ele não faz muito barulho... Fica pouco tempo por lá zanzando e depois dorme. O ruim de ter alguém morando em cima é que eu descobri que o ralo da casa dele não foi vedado, então quando ele toma banho a água cai aos montes no meu banheiro. Bom... Outro dia eu estava me queixando e me queixando (e não pela primeira vez) e o meu namorado disse que, na opinião dele, eu deveria colocar tudo o que é meu pra dentro de casa (alguém da minha família já tinha sugerido isso, na verdade). Na hora eu fiquei com raiva, pois como o quintal é meu, teoricamente quem deveria desocupá-lo era a vizinha para que eu pudesse usá-lo plenamente, e não o contrário. Fiquei com um mau humor memorável até dormir... Mas ontem quando cheguei em casa eu estava bem “animada” e resolvi fazer a limpa. Peguei tudo o que era meu e dei um jeito de caber dentro de casa (empilhei por lá). Peguei as latas da vizinha e joguei fora (a vontade era espalhar tudo pelo quintal dela, e a segunda vontade era perguntar “Ô sua vadia, ta achando que aqui é lixeiro?”, mas eu tenho medo que ela me bata e eu sou pacífica demais pra isso...). Lavei tudo por lá. Hoje vou tirar o varal e deixar só a parte que eu uso (tem uma parte que parei de usar por causa dos pombos... Eles cagam em toda a área descoberta). UFA, lavei a alma. Vocês devem pensar: por que ela não se muda??? A única casa que eu achei que eu poderia morar, mudei de ideia assim que li o contrato de locação. Depois daquela, que foi mais ou menos no inicio de agosto, eu não achei outra. As casas disponíveis são grandes e caras. Quando são pequenas não tem garagem (como essa minha... Meu carro está na rua!). Quando são pequenas e tem garagem são caras. Quando não são caras, são longe demais. Eu tenho olhado em diversos sites de imobiliárias, em mais de uma cidade, quase todos os dias, mas mesmo assim não tive sucesso ainda. Quando eu acho alguma que é mais ou menos ela já está reservada... Tenho desconfiado que eles colocam as casas no site só pra fazer lombriga na gente, mas que na verdade elas já estão reservadas desde o sempre. Eu ter dado uma trégua pro aborrecimento e colocado as coisas pra dentro não significa que eu tenha desistido de me mudar, mas por hora eu me rendi. O engraçado é que quando eu comento sobre o assunto o pessoal logo pergunta: “por que você não se casa de uma vez?”. Só me resta rir, pois existem tantas respostas que até complica escolher uma boa pra dar. Mas ontem eu ouvi uma boa: “por que você não compra um apartamento?”, seguida da seguinte observação: “tem uns aqui perto por 150 mil!). Hmm, isso me fez pensar. Eu não quero comprar apartamento ainda... Queria esperar a hora certa (e eu acho que não é agora). Quem sabe eu não mude de ideia... Se o tempo ficar mais nebuloso ali onde eu moro pode até ser que eu pense mais no assunto... Enfim, blábláblá. Só queria contar pra vocês como anda a minha vida no sentido “moratício”. As vezes eu até me pego me divertindo ao contar alguma das peripécias das minhas vizinhas... No resto está tudo dentro dos conformes e eu estou muito feliz, obrigada.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meu sotaque, seu sotaque, de todo mundo


Outro dia eu tive que desabafar sobre um assunto que me irrita ao extremo. Aí eu lembrei que costumava compartilhar com vocês também (o que não tenho feito muito ultimamente), então lá vamos nós.

Vocês bem devem saber que em todos os lugares do mundo as pessoas falam com sotaque. O meu, por exemplo, tem quase 100% de chance de ser diferente do seu. Até dentro do próprio estado existem sotaques diferentes. O Brasil é feito de uma mescla gigantesca de sotaques.

Geralmente quando você está na sua própria cidade você nem para pra analisar se as pessoas tem ou não maneiras de falar. Você conversa e pronto. Mas, em especial (segundo a minha experiência), o povo de São Paulo não acha que tem sotaque. Só eles no mundo é que falam corretamente, mesmo falando “leiti”, sendo que no dicionário encontra-se “leite”. Eles falam sem sotaque e ponto.

A diferença entre o pessoal de São Paulo e o dos outros lugares é que eles tem uma mania infernal de tratar as pessoas que tem sotaque diferente do deles como palhaços, ou algo parecido... Eu não sei se isso é só comigo ou o que, se devo ser mais grossa de vez em quando ao inves de bancar a educada e somente sorrir... Eles acham bonitinho o seu sotaque e aí começa: “aiiii fala leite quente pra genntiiii”, “aiii eu adoro quando ela diz ‘Deus do céu’”.

Gente, eu não sou um bonequinho que você aperta e ele repete a frase bonitinha. Eu não sou um palhaço pra vocês acharem muito engraçado e ficarem rindo e comentando o que eu fiz que foi tão “engraçadinho”.

Tem algumas pessoas, e eu dou Graças que tem uns assim, diferentes, que só comentam “ai como ela fala bonitinho né” e pronto, nunca mais se ouve falar do seu sotaque, mas tem gente que é só estar junto que começa a repetição de palavras e aquelas tentativas estúpidas e maçantes de imitar o teu sotaque. Aí se você manda se f0d3r, ainda vão dizer que “você ficou nervosinha” e é capaz de continuarem rindo porque você fica engraçadinha nervosa.

ARG. Isso é bulling, acho que vou começar denunciar por aí.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Engordei e estou lutando pra emagrecer novamente


Eu estou com uma coisa entalada aqui pra dizer pra vocês.

Se querem saber, eu engordei. Tá? Mas eu quero mandar um recado pras invejosas-zicadoras de plantão que não adianta botar olho gordo na minha cinturinha que eu já comecei emagrecer novamente.

Eu sabia que subiria alguns quilos antes de estabilizar, mas subi mais do que eu queria, então agora eu quero emagrecer mais do que antes, pra se eu subir novamente eu não fique na faixa que estou agora, pois ela não me satisfaz.

Eu sempre disse (depois que comecei emagrecer) que o esquema pra emagrecer é nunca desistir. Eu andei dando uma “chutada de balde” e “tocando um foda-se”, mas agora já caí na real e já estou me esforçando novamente.
Quem me ajudou dessa vez foi o meu irmão mala-sem-alça (kkkkkkk, devo confessar que foi “graças ao meu irmão”) que ficou tirando onda da minha cara porque eu “tô gorda”, porque, segundo ele, ele viu a minha barriga passando primeiro quando eu cheguei. E já aviso, de antemão, que essas coisas só funcionam entre família de primeiro grau, ok? Se vocês (que não são da família) vierem me chamando de gorda eu vou pensar que quero mais é mandar vocês “se foderem”, vou dar um sorriso e vou dizer na maior falsidade da face da terra que “OH, poisé,nem percebi dei uma engordada mesmo, seu fdp”. É assim que funciona. Às vezes a gente tem que desabafar essas coisas, sabe? Ninguém no mundo aguenta gente indiscreta calado o tempo inteiro.

Dessa vez eu ataquei com castanhas do Pará pro intestino, dizem que três por dia fazem bem.
Ontem mesmo eu passei na feira que tem perto da estação de trem de Carapicuíba e comprei muitas laranjas, banana e mamão, e vou comer com granola. Estou tomando muita água também, tanto que por hoje até enjoei já (mas vou continuar tomando pois não deu 2 litros ainda)...

O meu problema eterno é a janta. Foi basicamente isso que me fez engordar (tanto agora quanto das outras vezes). Tenho até vergonha de dizer que fiquei dias e mais dias jantando na padaria da esquina. Jantando mais especificamente pão de queijo ou salgadinhos fritos com bolo recheado, ou de prestigio ou de chocolate. Hmm que delícia, se querem saber.
Também andei comendo muita “porcaria” na lanchonete da CPMBraxis. Empadinha, porção de mini pão de queijo, bolo e sorvete.
E, além disso, bem lembrado pelo meu namorado, tenho feito muito pouco exercício. Essa uma hora de caminhada por dia ajuda, mas comendo tanta besteira, eu precisaria fazer muito mais que uma caminhadinha, coisa que não fiz. Nem andar de patins tenho andado, nem nada.

Voltando ao assunto da janta (fugi do assunto um pouco, haha): eu visitei uma nutricionista esses dias. O ÚNICO problema é que não adianta só ir na nutricionista, é preciso também seguir as regras que ela impõe, né? Pois bem, ela me disse basicamente duas coisas extremamente diferentes do que eu faço no dia-a-dia: PRECISO tomar café da manhã, comer pão e tomar alguma coisa (que pode ser chá, café, café com leite e etc), e que é pra eu jantar bife com salada.
O tal do café da manha eu, sinceramente, me desculpem (e não quero saber de xingão!), estou trocando por outras coisas. Geralmente como uma fruta, ou bolachas, mas pão é muito trash (todo mundo aqui sabe que larica que é pra eu comprar essas coisas no mercado L... Geralmente apodrece...), mas a janta, que eu ainda não comecei a praticar, eu juro que pretendo adotar... Ainda não sei como vou fazer isso sem jogar muito bife e salada fora mas, como se ficar pensando muito nisso vou acabar não fazendo, mesmo que tenha que jogar fora, eu quero e VOU fazer (é assim que se diz).

Mas quer saber por que eu xinguei as invejosas no início? Sabe quando você vai passando e a pessoa olha pra você com aquela carinha de nojo disfarçada, com jeito de quem tá pensando “ta se achando o gás da coca só por causa ‘disso ou daquilo’”? Pois então... Eu tenho percebido muita gente, em especial as mulheres (mah vah!?), me olhando com essa cara de “tomara que ela caia” mas, meus amores, vocês tem que entender que é natural do ser humano se sentir melhor depois de ter atingido um objetivo. Que seja comprar um carro, seja emagrecer, seja parar de fumar, seja beber menos, seja se vestir melhor, e OHH, me desculpem, mas eu tive força de vontade e determinação pra conseguir tudo isso. O melhor que as outras pessoas tem a fazer é olhar pra mim, perguntar como eu consegui e se eu dou uma força pra elas conseguirem também. Com isso que eu acabei de expor, quero que vocês entendam que eu não estou me achando a Angelina Jolie aqui, eu estou muito bem colocada no meu lugar, só que estou feliz e não pretendo mudar isso pras outras pessoas se sentirem melhores no mundo...
Eu sempre procuro pensar que cada um tem a sua prioridade. Até escrevi isso em um post sobre o balanço do ano passado. Eu não fiz isso ou aquilo, mas é porque naquela hora em específico eu estava com vontade de fazer outra coisa, então eu tenho é que me contentar e não ficar com inveja de quem fez o que eu não quis. Exemplificando: a MINHA prioridade foi emagrecer e fazer essas coisas que falei acima. Se a TUA prioridade foi outra, paciência. Se você tem invejinha da minha conquista, então transforme o MEU objetivo em SEU objetivo e toque a vida adiante.

Então é isso gente. Admito que engordei, até contei os motivos deliciosos que me fizeram cometer esse deslize. Mas eu estou lutando novamente, e é assim que se faz.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mudança, banheiros e amigas passadas


Então eu resolvi não me mudar mais. Por enquanto, claro.
Na outra casinha que eu achei eu teria que ser responsável por tudo o que eu não queria ser e, mesmo depois de eu ter deixado bem claro que a maioria dos itens no contrato não haviam me agradado, pois eu trabalho das 8 às 17 e não tenho tempo pra ficar indo na imobiliária direto, a mocinha pediu duas vezes pra eu ir lá esclarecer minhas dúvidas (e isso que eu não tinha dúvidas, somente fiz comentários de porque eu não queria mais alugar o imóvel). Então eu desisti de dialogar e não respondi mais.
Aqui onde eu estou deu uma melhoradinha também. O proprietário esteve por aqui e fez umas melhorias legais na casa. Agora só fica me faltando uma garagem, mas eu prometo que vou sair perguntando na vizinhança se alguém tem uma garagem pra alugar...
O Ed ofereceu que eu deixasse o carro na casa dele e que quando eu precisasse era pra ligar pra ele que ele viria me buscar... Mas isso ta “mais na cara que nariz” que não dará certo, então eu pretendo fugir dessa ideia o mais que eu puder!


Hoje eu recebi um email de uma colega pedindo pra todas reclamarem da situação lastimável dos banheiros lá de onde a gente trabalha. Ela disse que ficou horrorizada ao ir pro banheiro e ver que, das 10 ‘casinhas’ que temos naquele banheiro, uma estava entupida (umas eu não lembro mais) e outras estavam nojentas de sujas, com papéis espalhados pelo chão, sujeira e não sei mais o que... Claro que, por um lado eu concordo que o pessoal responsável pela limpeza deve se dedicar um pouco mais aos banheiros, ou que a empresa deve aumentar a quantidade de pessoas que trabalham com limpeza, mas o que me indignou foi pensar que as pessoas que sujam o banheiro e o deixam nesse estado lastimável são as mesmas bonequinhas que ficam meia hora se maquiando em frente ao espelho e mais 15 minutos se olhando pra ver se a roupa está ok e se a calcinha não está aparecendo...
Eu já escrevi um post sobre isso, mas esse assunto me assombra. Como podem conseguir fazer tanta meleca e sair rebolando? Puxa, as vezes não é só papel, é xixi por tudo quanto é lado... Como fazem pra sujar tanto o banheiro de xixi? Carambolas gente, vamos ser mais caprichosas, por favor?!


Depois de muitos anos, uma pessoa que foi minha amiga na adolescência entrou em contato comigo dizendo que só agora ela percebe o quanto eu fui boa pra ela, o quanto eu a ajudei e o quanto ela se arrepende em ter feito tanta merd@ até acabar com nossa amizade. Coincidentemente, hoje de manhã, pela primeira vez, eu resolvi ir trabalhar ouvindo música e uma delas era uma da Pitty que dizia: “não espere eu ir embora pra perceber que você me adora”, e agora de noite eu fui jantar no China in Box e, quando abro o biscoito da sorte, me deparo com uma frase dizendo que amigos entrarão em contato depois de muito tempo, ou algo nesse estilo.
Eu ainda não respondi o recado que recebi dessa pessoa. Eu não sei exatamente o que responder, porque ao mesmo tempo que não quero parecer a bruxa malvada e mandar ela pras cucuias, eu também não quero ser educada. Enfim, eu simplesmente não faço questão de uma reaproximação. Ao mesmo tempo que tenho receio de ser educada demais e dar espaço pra mais um recado, eu não quero ser muito mal educada e dar a impressão de que eu me importo tanto, e também receio não responder e ela achar que eu não li, e aí ela começar me atacar por outros lados, hahaha. No fim eu acho que vou responder a verdade simples, que eu não quero aproximação, mas por hora me divirto lendo o recado e percebendo que, cedo ou tarde, as pessoas acabam dando valor pra quem merece. Infelizmente algumas pessoas percebem o quanto precisam das outras tarde demais, mas é assim que se aprende, imagino...